dia de paralisação

Professores estaduais fazem manifestação no centro de Santa Maria

Thays Ceretta

Fotos: Gabriel Haesbaert (Diário)
Além de falar sobre suas reivindicações, o grupo entregou panfletos na área central da cidade

Inconformados com o não pagamento dos salários no final do mês, os professores da rede estadual de ensino de várias cidades do Estado pararam as atividades nesta quinta-feira. Em Santa Maria, um grupo de cerca de 40 pessoas esteve reunido no centro da cidade na manhã de hoje, na Praça Saldanha Marinho. O ato continua durante à tarde.

A decisão de paralisar o trabalho durante 24h já havia sido tomada em assembleia geral do Cpers ainda no mês de abril. A partir de agora, a ideia é suspender as atividades no primeiro dia útil de cada mês caso os salários não seja pagos integralmente.

De acordo com o diretor do 2º Núcleo do Cpers, 60% das escolas estaduais aderiram total ou parcialmente hoje.

_ Nós não temos mais data para o pagamento, é o dia do não pagamento. Não podemos naturalizar discurso de que isso é normal como diz o governo. Precisamos dialogar com quem passa para que a comunidade entenda o nosso ato. De alguma forma, todos passam aqui dependeram da escola publicam em algum momento, seja para si ou para os familiares. Inclusive a gente tenta motivar os alunos, e eles mesmos não conseguem entender o que acontece com a nossa categoria_ disse Rafael Torres. 

Reposição salarial de servidores da prefeitura e da Câmara deve ser de 3,75%

Além de manifestarem suas opiniões durante a manifestação, o grupo está entregando um guia da Reforma da Previdência. A categoria busca negociar com o governo não somente o pagamento dos salários em dia e de forma integral, mas também outras questões que envolvem plano de carreira e a reforma da previdência.

Essa situação acaba afetando o funcionário público e a família do servidor que trabalha diariamente e não recebe no dia certo. Os professores citaram a falta de estrutura para trabalhar, o que já prejudica o andamento do serviço. Conforme o professor de história, Alcir Roberto Souza, 58 anos,

 não receber o salário em dia afeta questões do contexto familiar e organização pessoal e como consequência isso acaba sendo ser levado para a sala de aula.

_ Nós temos professores e funcionário que estão adoecendo, eles não conseguem dar conta da situação familiar, isso prejudica a relação com a família e também no trabalho. Como consequência, acaba chegando no serviço, até os alunos, isso não tem como negar. Vira uma bola de neve, as contas chegam no dia e vai entrando no limite da conta. É importante a gente estar aqui, é uma questão de dignidade, a gente trabalha, tem que receber é o mínimo_ afirma Alcir.

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